segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Tubarão Cobra


Existem poucos estudos sobre esse o tubarão-cobra, pois ele costuma viver em profundidades que ficam além do alcance humano. Entretanto, as raras informações coletadas por estudiosos no assunto revelam dados muito interessantes sobre o Chlamydoselachus anguineus.

Campeão de mergulho

Segundo o ictiologista (especialista em estudos sobre peixes) japonês Tadashi Kubota, o tubarão-cobra encontrado estava desorientado e doente, provavelmente por causa de alterações nas correntes marítimas. Essas alterações podem ter sido causadas peloderretimento das geleiras, devido ao aquecimento global.
Normalmente, o tubarão-cobra vive em profundidades iguais ou superiores a 600 metros. Para termos uma idéia da dificuldade de acesso ao seu habitat, podemos lembrar que um mergulhador autônomo desce, no máximo, a 40 metros de profundidade.

Humanos fora de perigo

A forma do corpo de um tubarão cobra assemelha-se ao de uma enguia, mas a cabeça desse bicho, falando em termos de morfologia, é o que o coloca na família dos tubarões. Graças à presença das fendas branquiais e às ampolas de Lorenzini, os cientistas puderam classificá-lo como tubarão. Enquanto a maioria dos tubarões possuem cinco pares de brânquias, os tubarões-cobra possuem seis.
Assim como seus irmãos, o tubarão-cobra é um predador, mas não apresenta perigo para os seres humanos, apesar de seu tamanho poder chegar aos dois metros de comprimento.
Os estudos sobre esse animal revelaram características tão particulares que os especialistas criaram para o tubarão cobra um único gênero, chamado Chlamydoselachus.
Esse peixe possui a mandíbula longa e equipada com 300 dentes pontiagudos, distribuídos em 25 fileiras. Fazem parte de seu cardápio as lulas, peixes teleósteos (ósseos) e eventualmente tubarões menores.

Período de gestação do tubarão-cobra

Já era sabido que o tubarão cobra é ovovivíparo. Um estudo recente feito por Sho Tanaka, um biólogo da Universidade de Tokai, no Japão, mostra que o período de gestação doChlamydoselachus anguineus dura três anos e meio, isto é, quase duas vezes o período de gestação de uma fêmea de elefante africano (22 meses).
Em seu trabalho, Sho Tanaka examinou 264 tubarões-cobra. Os animais não demonstraram uma estação reprodutiva, o que significa que podem se reproduzir em qualquer época do ano. Isso pode ter sido uma adaptação relacionada com o longo período de gestação, segundo o cientista.
Outro dado interessante revelado pelo estudo de Tanaka é que o tubarão-cobra produz o menor número de filhotes, dentre as espécies de sua ordem (a Hexanxiformes). O tubarão-cobra produz uma média de seis filhotes a cada gestação.

Sobrevivência

O tubarão-cobra encontra-se ameaçado de extinção devido à ação humana. Seu valor comercial é baixo, mas por vezes esse animal fica preso nas redes de pesca e morre. Sua demora em produzir filhotes não pode competir com a demanda da indústria pesqueira. Além disso, o aquecimento global é outro fator que contribui para sua extinção.
Chlamydoselachus anguineus enfrentou 80 milhões de anos de mudanças no planeta Terra, mas parece não poder resistir à ação do homem.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

NAUTILUS


Os nautilóides (Nautilidae) são cefalópodes marinhos arcaicos que foram muito abundantes no período Paleozóico, existindo ainda um género vivo — o náutilo — que vive no sudoeste do Oceano Pacífico.
Têm uma cabeça dotada de olhos bem desenvolvidos com braços preênsis. São nectónicos (nadadores activos), tendo uma concha formada por uma série de câmaras separadas por tabiques; estas comunicam entre si por orifícios sifonais, os sifúnculos. O animal ocupa a última câmara e as outras, cheias de gás, fazem de flutuadores.
No Baixo Mondego são fósseis relativamente raros, encontrando-se nas unidades do Jurássico médio e inferior, assim como na base do Cretácico superior.
nautilus é um dos seres vivos que apresenta a razão áurea em seu corpo, desenvolvido em forma de Espiral logarítmica.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Nudibrânquios


Os nudibrânquios são pequenos animais marinhos pertencentes ao grupo dos moluscos gastrópodes. São chamados popularmente de lesmas-do-mar. O termo Nudibranchia tem origem grega e significa "brânquias descobertas". O nome faz referência aos órgãos respiratórios externos desses organismos.
Existem cerca de 3.000 espécies de lesmas-do-mar, que ocorrem desde os trópicos até a Antártida. Algumas espécies podem atingir 40 centímetros de comprimento, enquanto outras são microscópicas. A maioria mede, porém, entre 5 e 10 centímetros.
Colorido intenso
As lesmas-do-mar não possuem concha e apresentam simetria bilateral. O manto (parede do corpo dos moluscos) recobre todo o corpo e pode apresentar colorações extremamente vibrantes. As cores intensas conferem aos nudibrânquios o título de criaturas mais coloridas do ambiente marinho e, por essa razão, podemos encontrá-los com freqüência em aquários de água salgada.
A coloração dos nudibrânquios pode ser aposemática, ou seja, uma coloração de aviso aos predadores sobre sua toxicidade ou impalatabilidade, ou então críptica, imitando cores e padrão do meio onde vivem e permitindo que o animal se camufle com perfeição.
Em algumas espécies, o manto apresenta projeções chamadas de cerata (ou, no singular,ceras), no interior das quais existem ramificações do sistema digestivo. A forma e a disposição dessas projeções são características importantes para a identificação da espécie. Como veremos adiante, essas estruturas possuem um importante papel na defesa dos animais.

Respiração
As brânquias, utilizadas na respiração, são externas e dispostas ao longo do corpo ou apenas ao redor do ânus. Algumas espécies não possuem brânquias e respiram através da troca gasosa entre a parede do corpo e a água do mar.
Na parte anterior do corpo existem quimiorreceptores, chamados de rinóforos, capazes de detectar a presença de substâncias químicas na água. Essas estruturas auxiliam na captura de presas e na busca por um parceiro sexual.
Os nudibrânquios possuem um pé musculoso, também chamado de sola, que se estende por todo o comprimento da região ventral. Os movimentos ondulatórios deste pé impulsionam o animal para frente durante a locomoção ou natação.
As lesmas-do-mar possuem uma estrutura denominada rádula, muito comum entre os moluscos, que é utilizada para a alimentação. A rádula é um órgão laminar, situado na cavidade oral, revestido por inúmeros dentículos capazes de raspar e dilacerar o tecido das presas.
Cópula de cinco dias?!
As lesmas-do-mar são hermafroditas, ou seja, o mesmo animal é capaz de produzir tanto óvulos quanto espermatozóides. No entanto, a estrutura de seus órgãos reprodutores impede que ocorra a autofecundação e evita o endocruzamento.
Durante o acasalamento, dois nudibrânquios se posicionam lado a lado e introduzem uma massa, repleta de espermatozóides, no interior de uma abertura reprodutiva situada na região anterior do corpo. Dependendo da espécie, a cópula pode levar apenas alguns segundos ou então se prolongar por horas. Existe até mesmo o registro de um acasalamento que durou cerca de cinco dias!
Os espermatozóides são armazenados no interior do organismo até que os óvulos estejam maduros e a fecundação ocorra. Milhares de ovos são então liberados na água do mar. Uma espécie de muco envolve os ovos, mantendo-os unidos, e permitindo que esta massa ovígera se fixe a um substrato, que, geralmente, é o corpo da presa predileta do adulto.
Após a eclosão dos ovos não há nenhum tipo de cuidado parental e o desenvolvimento dos filhotes pode ser direto, quando do ovo nasce um jovem que é uma miniatura da forma adulta, ou indireto, quando existe um estágio larval, chamado de veliger.
Alimentação
Os nudibrânquios são animais carnívoros que se alimentam de outros animais, como cnidários, esponjas, cracas e ascídias. Algumas espécies se alimentam dos ovos de outros nudibrânquios e, até mesmo, de indivíduos adultos.
Geralmente, a relação entre estes moluscos e sua presa é muito estreita, e é comum que cada espécie se alimente apenas de alguns tipos específicos de presa.
Defesa
As lesmas-do-mar não possuem concha e por isso seu corpo fica exposto aos predadores. No entanto, estes animais desenvolveram outras formas de defesa. Alguns nudibrânquios são capazes de nadar rapidamente, fugindo do predador; outros secretam ácido sulfúrico e outras substâncias tóxicas.
A forma de defesa mais incrível é, porém, a capacidade de algumas espécies de utilizar as estruturas urticantes dos cnidários (nematocistos) em sua própria defesa. Esses animais ingerem tecidos de cnidários, sem disparar os nematocistos, que são então transportados através do sistema digestivo até a extremidade das cerata.
Quando um predador tenta capturar o nudibrânquio, os nematocistos disparam, provocando queimaduras e lesões no agressor. Muitas vezes, a coloração do animal serve como aviso ao predador sobre sua toxicidade, repelindo-o antes mesmo do ataque.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Peixe-anêmonas


Peixe-palhaço, ou peixe-das-anêmonas é o nome vulgar das espécies da subfamília Amphiprioninae na família Pomacentridae. Existem cerca de 27 espécies, uma das quais pertence ao gênero Premnas, pertencendo os outros ao gênero tipo Amphiprion. Deve o seu nome à forma desalinhada como nada.
As espécies assim designadas são nativas de uma vasta região compreendida em águas tépidas do Pacífico, coexistindo algumas espécies em algumas dessas regiões. São famosos devido à relação ecológica de protocooperação que estabelecem com as anêmonas-do-mar ou, em alguns casos, com corais. As anêmonas providenciam-lhes abrigo, apesar dos tentáculos urticantes a que são imunes, devido à camada de muco que os reveste. O peixe-palhaço esconde-se dos predadores nas anêmonas. Na base das mesmas, botam seus ovos, assegurando a proteção de sua prole. Em retorno, os restos do alimento do peixe-palhaço são utilizados pela anêmona. Uma associação que beneficia os dois parceiros.
Em geral, em cada anémona existe um "harém" que consiste em uma fêmea grande, um macho menor e outros machos não reprodutivos ainda menores. No caso de a fêmea ser removida, o macho reprodutor muda de sexo, num processo dito protandria, e o maior dos machos não reprodutivos torna-se reprodutivo. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Poraquê


Características

O poraquê ficou conhecido mundialmente por sua capacidade de produzir descargas elétricas elevadas (até cerca de 1 500 volts, até cerca de três ampères, não simultaneamente nesses valores), suficientes para matar até um cavalo, despertando a curiosidade de muitos pesquisadores. Essas descargas são produzidas por células musculares especiais, modificadas – os eletrócitos, sendo o conjunto deles denominado de mioeletroplacas. Cada célula nervosa típica gera um potencial elétrico de cerca de 0,14 volt. Essas células estão concentradas na cauda, que ocupa quatro quintos do comprimento total do peixe.
Um exemplar adulto possui de 2 000 a mais de 10 000 mioeletroplacas, conforme o seu tamanho. Dispõem-se em série, como pilhas de uma lanterna e ativam-se simultaneamente quando o animal encontra-se em excitação, como na hora da captura de uma presa ou para defender-se, fazendo com que seus três órgãos elétricos – o de Sach, o de Hunter e o órgão principal – descarreguem.
A maior parte desta energia expressiva é canalizada para o ambiente, não afetando o indivíduo, o qual possui adaptações especiais em seu corpo, ficando, assim, como que isolado de sua própria descarga.
Apresenta coloração negra tendente ao chocolate-escuro, salpicada de pequenas manchas amarelas, vermelhas ou branco-sujo, corpo alongado, cilíndrico, e provido apenas de nadadeira anal, que percorre grande extensão do abdome. Há exemplares em que a parte abdominal anterior à nadadeira é vermelha e seus músculos caudais geram descargas elétricas como arma de defesa e também para aturdir os peixes dos quais se alimenta. Necessita vir periodicamente à superfície (a cada oito minutos, em média), para "engolir ar" (respirar).
Embora pareça uma enguia, o peixe-elétrico poraquê é um peixe aparentado com a carpa e o bagre. Ao contrário destes, porém, ele captura suas presas utilizando descargas elétricas. As descargas elétricas ("choques") podem chegar à tensão elétrica de 1 500 volts, com uma corrente elétrica de até três ampères. Isso não significa que haja simultaneidade dos dois valores máximos. Além disso, o valor da corrente é determinado não apenas pela tensão (os volts) "aplicados", mas também pela resistência elétrica do receptor (presa aquática a capturar ou a afastar por ataque, ser humano em encontro eventual, fortuito com o Electrophorus etc.).
O poraquê é capaz de produzir descargas elétricas de magnitude (em tensão) variada, tensão a depender apenas do animal (conforme o tamanho) — arma que usa para se defender e caçar pequenos peixes, bem como para se defender de eventuais ameaças, predatórias ou não.
De certa maneira, o poraquê comporta-se como uma bateria elétrica. Seu polo negativo está localizado na parte da frente e o polo positivo na parte de trás do corpo do animal. O choque é mais forte quando ambos os polos tocam a vítima ao mesmo tempo.
O poraquê não é, porém, o único animal com essa propriedade. Há também a arraia-elétrica, encontrada nos mares tropicais. No Rio Nilo, existe uma espécie de bagre que também produz descargas elétricas.

sábado, 1 de setembro de 2012

Ornitorrinco


O ornitorrinco tem um corpo hidrodinâmico e comprimido dorsoventralmente. Os membros são curtos e robustos, e os pés possuem membrana interdigital. Cada pé tem cinco dígitos com garras. A cauda é semelhante à de um castor. O focinho, que lembra um bico de pato, é alongado e coberto por uma pele glabra, macia, úmida e encouraçada; ele é perfurado sobre toda sua superfície por poros com terminações nervosas sensitivas. As narinas também se abrem no focinho, na sua metade dorsal superior, e estão posicionadas lado a lado. Os olhos e as orelhasestão localizados em um sulco logo após o focinho, esse sulco é fechado por uma pele quando o animal está sob a água. idéia de que o ornitorrinco tinha um bico córneo como o das aves surgiu do exame de espécimes ressecados.Os órgãos olfatórios não são tão desenvolvidos quanto nas equidnas. E a espécie não tem orelhas externas ou pina.
Tanto o peso quanto o comprimento variam entre os sexos, sendo o macho maior que a fêmea. Há também uma variação substancial na média detamanho de uma região a outra, esse padrão não parece estar relacionado a nenhum fator climático, e pode ser devido a outros fatores ambientais comopredação e pressão humana.
O corpo e a cauda do ornitorrinco são cobertos por uma densa pelagem que captura uma camada de ar isolante para manter o animal aquecido. A coloração é âmbar profundo ou marrom escuro no dorso, e acinzentado a castanho amarelado no ventre. A cauda é usada como reserva de gordura, uma adaptação também vista em outros animais, como no diabo-da-tasmânia  e na raça de ovelha, Karakul. As membranas interdigitais são mais proeminentes nos membros dianteiros e são dobradas quando o animal caminha em terra firme.Ornitorrincos emitem um rosnado baixo quando ameaçados e uma gama de outras vocalizações tem sido reportadas em cativeiro.
O ornitorrinco tem uma média de temperatura corporal de cerca de 32 °C, ao invés dos 37 °C dos placentários típicos. Pesquisas sugerem que essa temperatura foi uma adaptação gradual as condições ambientais hostis, em parte pelo pequeno número de monotremados sobreviventes em vez de uma característica histórica da ordem.

O macho tem esporões nos tornozelos, que produzem um coquetel venenoso, composto principalmente por proteínas do tipo defensinas (DLPs), que são únicas do ornitorrinco. Embora poderoso o suficiente para matar pequenos animais, o veneno não é letal para os humanos, mas pode causar uma dor martirizante e levar à incapacidade. Como somente os machos produzem veneno e a produção aumenta durante o período de acasalamento, é teorizado que ele seja usado como arma defensiva para afirmar dominância durante esse período.[14]O espécime adulto não possui dentes, entretanto, os filhotes possuem dentes calcificados, pequenos, sem esmalte e com numerosas raízes; os três molares com cúspides presentes são pseudo-triangulados.[11] Nos adultos, os dentes são substituídos por uma placa queratinizada tanto na mandíbulacomo na maxila, que cresce continuamente. O Ornithorhynchus possui algumas características craniais primitivas, entre elas a retenção das cartilagens escleróticas e do osso septomaxilar do crânio. No esqueleto pós-craniano, ocorre retenção das vértebras cervicais (rudimentares) e dos ossos coracóide e interclavicular da cintura escapular, condições essas que são similares aos répteis.

Hábitos


É um excelente mergulhador e gasta boa parte do dia procurando por comida sob a água. Singularmente entre os mamíferos, ele se impulsiona ao nadar alternando remadas com as duas patas dianteiras; embora todas as quatro patas do ornitorrinco tenham membranas, as traseiras (mantidas contra o corpo) não auxiliam na propulsão, mas são usadas para manobrar em combinação com a cauda. Os mergulhos normalmente duram cerca de trinta segundos, mas podem durar até mais, não excedendo o limite aeróbico de quarenta segundos. Dez a vinte segundos são gastos para retornar à superfície.Ornitorrincos são animais semiaquáticos e primariamente noturnos  ou crepusculares. Quando não estão mergulhando em busca de alimento, descansam em buracos feitos nas margens dos rios e lagos, sempre camuflados com vegetação aquática. Há dois tipos de tocas, uma serve como abrigo para ambos os sexos e é construída pelo macho na época de acasalamento; a outra, geralmente mais profunda e elaborada, é construída pela fêmea e serve como ninho para a incubação dos ovos e cuidados pós-natais. As aberturas das tocas ficam acima da água, e se estendem sob as margens de 1 a 7 metros acima do nível da água e até por 18 metros horizontalmente. O território dos machos tem cerca de sete quilômetros, sobrepondo a área de três a quatro fêmeas.
Sobre a longevidade, ornitorrincos selvagens já foram recapturados com onze anos e, em cativeiro, a espécie vive até dezessete anos. A taxa de mortalidade, em adultos, na natureza é aparentemente baixa. Os predadores naturais incluem aves de rapinaserpentes, além de cãesgatos, raposas-vermelhas e o homem. A introdução da raposa-vermelha como predadora do coelho pode ter tido um impacto na população de ornitorrincos na Austrália. Um baixo número de ornitorrincos na região norte de Queensland pode ser devido a presença do crocodilo-poroso (Crocodylus porosus).

Hábitos alimentares e dieta


O animal precisa comer 20% do seu peso todos os dias, esse requerimento faz com que ele gaste 12 horas por dia procurando por comida.Em cativeiro, ele chega a comer metade do seu peso em um único dia, um macho pesando 1.5 quilogramas pode ingerir 45 gramas de minhocas, 20-30 lagostins, 200 larvas de tenébrios, dois sapos pequenos, e dois ovos cozidos.Possui hábitos alimentares carnívoros, se alimentando de anelídeos, larvas de insetos aquáticos, camarões de água docegirinoscaramujos,lagostins de água doce e pequenos peixes, que ele escava dos leitos dos rios e lagos com seu focinho ou apanha enquanto nada. As presas são guardadas nas bochechas a medida que são apanhadas, e quando um número suficiente é reunido, ou quando é necessário respirar, ele retorna a superfície para comê-las. A mastigação é feita pelas placas córneas que substituem os dentes, e a areia contida junto com o alimento serve de material abrasivo, ajudando no ato de mastigar.

Reprodução

A espécie exibe uma única estação de acasalamento, que ocorre entre junho e outubro, com algumas variações locais. Observações históricas, estudos de marcação e recaptura, e investigações preliminares de genética populacional indicam a possibilidade de membros transitórios e residentes na população e sugerem um sistema de acasalamento polígeno. Ambos os sexos se tornam sexualmente maduros no segundo ano de vida, mas algumas fêmeas só se reproduzem com quatro anos ou mais tarde.Todos os monotremados apresentam baixa taxa reprodutiva - não mais do que uma vez ao ano.

A fêmea do ornitorrinco tem um par de ovários, mas somente o esquerdo é funcional.Ela põe de um a três ovos (geralmente dois) pequenos, de aspecto semelhante ao dos répteis (pegajosos e com uma casca coriácea), com cerca de onze milímetros de diâmetro e ligeiramente mais arredondados que o das aves. Em proporção, os ovos dos monotremados são muito menores, na ovulação, do que os dos répteis ou aves de tamanho corpóreo similar. Os ovos se desenvolvem "no útero" por cerca de 28 dias, e são incubados externamente por cerca de dez a doze dias.]Após o acasalamento, a fêmea constrói um ninho, mais elaborado que a toca de descanso, e o bloqueia parcialmente com material vegetal (que pode ser um ato de prevenção contra enchentes ou predadores, ou um método de regulação de temperatura e umidade). O macho não participa da incubação, nem do cuidado com os filhotes. A fêmea forra o ninho com folhas, junco e outros materiais macios, para fazer uma cama confortável.
Ao contrário da equidna, o ornitorrinco fêmea não tem uma bolsa, por isso coloca o seu corpo em volta dos ovos a fim de incubá-los. O período de incubação é separado em três fases. Na primeira, o embrião não tem órgãos funcionais e depende da gema para sua manutenção. Durante a segunda, há formação dos dígitos, e na última, há a formação dos dentes, que vão ajudar a romper a casca do ovo.

Os filhotes recém eclodidos são vulneráveis, cegos, e pelados, com cerca de 18 milímetros de comprimento, e se alimentam do leite produzido pela mãe. Embora possua glândulas mamárias, o ornitorrinco não possui mamas. O leite escorre através dos poros na pele, depositando-se em sulcos presentes no abdômen da fêmea, permitindo os filhotes lamberem-no. A amamentação ocorre por três a quatro meses. Durante a incubação e a amamentação, a fêmea somente deixa o ninho por curtos períodos de tempo para se alimentar. Quando sai, a fêmea cria inúmeras barreiras com solo e/ou material vegetal para bloquear a passagem do túnel que leva ao ninho, evitando assim o acesso de predadores, como serpentes e o roedor, Hydromys chrysogaster.Depois de cinco semanas, a mãe começa a passar mais tempo fora do ninho, e por volta dos quatro meses, os filhotes já emergem da toca.




sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Hapalochlaena


Comportamento

Um polvo de anéis azuis indivíduo tende a usar seus dérmicas cromatóforo células para camuflar-se até que provocado, em que ponto ele rapidamente muda de cor, tornando-se amarelo brilhante com anéis azuis ou linhas. O polvo de anéis azuis passa muito do seu esconderijo vida em fendas. Como todos os polvos, ele pode mudar de forma facilmente, o que o ajuda a se espremer em fendas muito menores do que em si. Isso ajuda a proteger o polvo de predadores e pode até se acumulam rochas fora da entrada de sua toca. Em comum com outros polvos, as nadadas polvo de anéis azuis por expelir água de sua hyponome (funil) em uma forma de propulsão a jato . Se o polvo de anéis azuis perde um braço , ele pode regenerar-lo dentro de seis semanas.

Reprodução

O ritual de acasalamento para o polvo de anéis azuis começa quando um homem se aproxima de uma mulher e começa a acariciá-la com o braço modificado, o hectocotylus . A colegas do sexo masculino com uma fêmea, agarrando seu manto , que às vezes completamente obscurece a visão da fêmea, em seguida, transferir esperma pacotes inserindo seu hectocotylus em sua cavidade do manto repetidamente. Acasalamento continua até que a mulher teve o suficiente, e em pelo menos uma das espécies a fêmea tem de remover o macho excesso de entusiasmo pela força. Os machos tentam copular com os membros de sua própria espécie, independentemente do sexo ou tamanho, no entanto interação entre machos são mais freqüentemente mais curto de duração e terminar com o polvo montagem retirar o hectocotylus sem inserção de pacotes ou luta. 
Fêmeas polvo de anéis azuis colocam somente uma embreagem de cerca de 50 ovos durante a sua vida para o fim do outono. Os ovos são colocados depois incubados sob os braços da fêmea de cerca de seis meses e, durante este processo, ela não come. Após a eclosão dos ovos, as matrizes do sexo feminino, e novos descendentes atingirão a maturidade e ser capaz de acasalar no ano seguinte.

Venom


O polvo produz veneno que e dopamina . O componente principal da neurotoxina de anéis azuis veneno polvo foi originalmente conhecida comomaculotoxin mas mais tarde foi encontrado para ser idêntica à tetrodotoxina , [4]uma neurotoxina que também é encontrado no baiacu , que é 10.000 vezes mais tóxico do que o cianeto .  blocos tetrodotoxina canais de sódio , causando motor de paralisia e parada respiratória em poucos minutos de exposição, levando à parada cardíaca devido a uma falta de oxigênio. A toxina é produzida por bactérias nas glândulas salivares do polvo. O polvo de anéis azuis é de 12 a 20 cm (5-8 polegadas), mas seu veneno é poderoso o suficiente para matar seres humanos . Não há polvo de anéis azuis antiveneno disponível.

Tratamento

Primeiros socorros tratamento é a pressão sobre a ferida e respiração artificial uma vez que a paralisia desativou músculos respiratórios da vítima, o que muitas vezes ocorre dentro de minutos de ser mordido. Tetrodotoxina causa paralisia corporal grave e muitas vezes total, a vítima permanece consciente e alerta de forma semelhante ao curare ou brometo de pancurônio . Este efeito, no entanto, é temporária e irá desaparecer durante um período de horas, como a tetrodotoxina é metabolizada e excretada pelo organismo. Assim, é essencial que a respiração de resgate ser continuado sem pausa até a paralisia desaparece ea vítima recupera a capacidade de respirar por conta própria. Esta é uma perspectiva assustadora física para um único indivíduo, mas o uso de umamáscara de saco de válvula de respirador reduz a fadiga para níveis sustentáveis ​​até que a ajuda pode chegar.
Definitivo hospitalar tratamento envolve colocar o paciente em um ventilador médico até que a toxina é neutralizado pelo corpo. Os sintomas variam em gravidade, enquanto os filhos ficam mais em risco por causa de seu pequeno tamanho corporal. Principalmente porque o veneno mata por paralisia, as vítimas são frequentemente salvas se respiração artificial é iniciado e mantido antes marcada cianose e hipotensão desenvolver. Vítimas que vivem nos primeiros 24 horas geralmente passam a fazer uma recuperação completa. 
É essencial que os esforços de continuar mesmo que a vítima parece não estar a responder. Envenenamento por tetrodotoxina pode resultar em que a vítima estar plenamente conscientes dos seus arredores, mas incapaz de respirar. Por causa da paralisia que ocorre não têm nenhuma maneira de sinalizar para a ajuda ou qualquer forma de indicar perigo. Suporte respiratório, junto com tranquilidade, até assistência médica chega garante que a vítima geralmente recuperar bem.
O polvo de anéis azuis, apesar de seu pequeno tamanho, carrega veneno suficiente para matar 26 humanos adultos dentro de minutos. Além disso, suas mordidas são pequenos e muitas vezes indolor, com muitas vítimas não percebendo que eles têm sido envenomated até depressão respiratória e paralisia começa a definir pol